A guerra monetária e a neutralidade do Bitcoin

Por Andreas M. Antonopoulos, tradução e adaptação de palestra dada em 03/12/2016 no Coinscrum {MiniCon}, ocorrido no Imperial College em Londres.

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Hoje eu quero falar sobre “guerra monetária” e a neutralidade do Bitcoin na guerra monetária.

Provavelmente você já me ouviu dizer, já por bastante tempo agora, que eu acreditava que uma das primeiras aplicações que nós veríamos no Bitcoin teriam a ver com remessas internacionais, e aplicações transfronteiriças como importações e exportações, porque essas são áreas onde há uma quantidade de fricção no sistema financeiro tradicional. Então sistemas como Bitcoin, que são muito mais flexíveis, podem criar oportunidades, especialmente oportunidades para pessoas menos privilegiadas ao redor do mundo, especificamente imigrantes fazendo remessas internacionais em que pagam quantias extravagantes pra transmitir por meio de canais tradicionais como o Western Union.

Acontece que eu estava errado. E não é a primeira vez. E nem a última, vai acontecer de novo. Mas vamos ver por quê eu estava errado.

E é aí que fica interessante. Bitcoin não existe no vácuo. Bitcoin é uma moeda e um sistema de pagamentos que existe num mundo altamente competitivo de finanças internacionais, que responde por trilhões de dólares em pagamentos, todo ano, em 194 países.

E e então, enquanto nós ficamos desenvolvendo belas aplicações para o Bitcoin, algo está acontecendo, que eu acho que vai mudar a trajetória de adoção do Bitcoin. Tempos muito empolgantes nos esperam adiante.

O que aconteceu nos últimos dois anos é que nós agora estamos vendo uma guerra monetária em larga escala, que começou pequena logo após a crise financeira de 2008, e foi ganhando tração, e essa guerra monetária vai mudar a trajetória do Bitcoin.

Algo que aconteceu fora do Bitcoin vai mudar como o Bitcoin vai se instalar. E essa guerra monetária tem bilhões de pessoas como reféns, sendo jogadas de um lado pro outro como peões em um jogo político, um jogo geopolítico.

Então, vou dar os nomes de alguns países pra ver se vocês percebem algo em comum: Grécia, Chipre, Espanha, Venezuela, Argentina, Brasil, Índia, Turquia, Paquistão, Ucrânia.

O que esses países têm em comum?

Sim, pessoas maravilhosas e boa comida, mas que também, atualmente, estão metidas tanto em guerras monetárias doméstica como internacional. As pessoas desses países são reféns dessa guerra monetária.

Se você estiver prestando atenção às notícias ultimamente, provavelmente você sabe que, nas últimas cinco semanas, na Índia, com menos de 4 horas de aviso prévio, o primeiro ministro Modi anunciou que as duas cédulas de maior denominação, a de 500 rúpias e a de 1.000 rúpias, não seriam mais “legal tender”, não seriam mais válidas. E deixariam de ser válidas em 4 horas. Assim, removendo 88% do dinheiro em espécie em circulação, num país onde mais de 95% de todas as transações se dão com dinheiro em espécie, onde 60% da população não tem conta bancária, e onde 25% da população não tem identidade com a qual abrir uma conta bancária.

Na minha opinião, isso vai ser visto, no futuro, como um desastre natural, que não foi natural. Totalmente criado pelo homem. Um desastre humanitário que vai se desdobrar no próximo ano, e que vai ter um impacto imenso na Índia.

O efeito imediato provavelmente será a perda de 2 a 4% do PIB do país. Mas o efeito borboleta, à medida que vemos setores inteiros da economia indiana entrarem em paralisia, porque os empregadores não conseguem pagar empregados, porque pessoas não conseguem comprar comida, não conseguem pagar por cuidados médicos, cuidados com saúde, porque não conseguem transacionar de forma nenhuma.

Tem sido um desastre absoluto no curto prazo, e será um desastre continuado no longo prazo.
Não se engane. Esse é um experimento que está sendo conduzido em 15% da humanidade como cobaias. Se esse experimento for bem sucedido – não em termos de como essas pessoas saem dele, mas em termos de se os objetivos do governo são atingidos – esse experimento será repetido.

Será repetido em muitos países. Da mesma forma que o experimento dos resgates a bancos por confisco em Chipre foi exportado pra outros países, e esses experimentos estão acelerando.

Há uma guerra global em andamento ao dinheiro em espécie. Estamos naquele ponto da história que está na mira, na visão dos governos mundiais, erradicar, de uma vez por todas, o dinheiro em espécie.

Este, que é a forma definitiva de dinheiro pessoa a pessoa, transparente e privado, que permite a indivíduos transacionarem localmente dentro da comunidade, agora está sendo erradicado em favor de transações digitais, em plataformas que permitem vigilância, controle, confisco e taxas de juros negativas.

E tudo isso virá logo em seguida, tão logo o dinheiro em espécie não for mais parte do panorama.

Essa é a esperança deles.

E se Deus quiser, vocês se juntarão a mim pra arruinar esse sonho.

Mas há uma outra guerra monetária em andamento, e essa é uma guerra monetária internacional. É aquela em que nação se volta contra nação usando o dinheiro da bandeira, sua moeda nacional, como um instrumento de guerra comercial, pra inclinar a balança comercial e erodir a dívida nacional, em países que estão sofrendo enormes pesos de dívidas que eles não têm esperança de jamais pagar.

Então, se você é um governo, e você tem dívida mensurada em bilhões ou trilhões de dólares, qual a melhor forma de pagar essa dívida? Aumentando o padrão de vida e produtividade até que você cresce a ponto de minimizar a dívida, ou confiscando as poupanças e aposentadorias da classe média, destruindo uma geração de trabalhadores, e fazendo-os pagar através de um imposto oculto, através de inflação?

Bom, a gente sabe que lado os países estão escolhendo, porque a gente vê se concretizar de novo, e de novo, e de novo.

Claro que não é assim que eles vendem. Eles não dizem: nosso plano pra sair da dívida é destruir os pensionistas, e a classe média, e criar um sistema de taxação oculta, e confisco, pra resgatar os bancos e resgatar a dívida do governo.

Ao invés disso, o que eles dizem é: isso vai erradicar o dinheiro negro, isso vai acabar de uma vez por todas com a corrupção, e nós vamos vencer a guerra contra o crime.

E todo mundo diz: uau, parece uma ideia maravilhosa! Bora nessa.

Essa promessa, é quase sempre embrulhada em nacionalismo populista. O grande flagelo do século 21 é o ressurgimento do nacionalismo populista.

O fascismo está aumentando. E assim como os políticos se cobrem com bandeira, eles também criam essa associação com o dinheiro nacional da bandeira, pra embrulhar o dinheiro no véu do nacionalismo, pra embrulhar as políticas de destruição de riqueza e confisco no véu do nacionalismo.

Se você discordar da ideia de que os pensionistas devem pagar pela dívida nacional e pelo resgate dos bancos, se você discorda da ideia de que uma geração inteira de jovens deve se ver permanentemente desempregada ou mal empregada, ou trabalhando em sub-empregos, então você é um traidor do ideal nacionalista de acabar com o crime, o dinheiro negro, e a corrupção.

Você provavelmente tem dinheiro negro escondido, não é mesmo? É essa sua motivação.

Esse é exatamente o tom da discussão que está acontecendo nesse exato momento – em lugares como a Turquia, em que o Erdoğan anunciou que era o dever de todos, como cidadãos turcos, de vender seus dólares, e comprar lira e ouro, a fim de engrandecer o orgulho nacional.

Onde o Modi, na Índia, usou exatamente o mesmo raciocínio, pra fazer todos sofrerem só um tiquinho. Porque as pessoas que mais sofrem não tem voz, eles são invisíveis. Especialmente na Índia.
E a própria classe média, que sofre só um tiquinho, pode se revestir com a bandeira e abraçar esses ideais nacionalistas.

Nessa guerra monetária, há uma força que se mantém neutra. Um porto seguro, como uma estratégia de saída, como uma oportunidade para as pessoas dizerem: quer saber, vá em frente, mas eu tô fora.

E isso é o Bitcoin.

O Bitcoin agora está na iminência de se tornar o porto seguro para bilhões de pessoas ao redor do mundo, que pela primeira vez terão a oportunidade de dizer: “eu já saquei pra onde vocês querem ir, eu não acredito nesse besteirol nacionalista, eu estou vendo a placa de saída, eu vou por aqui”. E saem, e se recusam a participar desses experimentos.

E isso vai mudar radicalmente a trajetória do Bitcoin, vai mudar a tecnologia do Bitcoin, vai mudar a economia do Bitcoin, porque remessas internacionais é algo que os governos conseguem aturar. Tudo bem, vamos deixar que seja mais fácil para os imigrantes pobres mandarem dinheiro pra além dos muros do país, competindo mais ou menos com os bancos até o limite que a gente permite através de regulação.

Mas essa nova proposta de que algumas pessoas vão poder pular fora desse experimento nacionalista, essa guerra monetária, não vai ser encarada com bons olhos.

Bitcoin vai representar, em muitos desses países, uma afronta direta à soberania. E quando soberanos vêem uma ameaça direta ao seu domínio, às suas decisões, não importa quão arbitrárias, caprichosas e unilaterais sejam, não importa quão despreocupadas com o consentimento dos governados elas sejam, eles aplicarão a totalidade da força de que dispõem, a fim de neutralizar aquela ameaça.

Eles vão fracassar.

Mas não vai ser fácil.

Quando essas coisas começam a acontecer, o equilíbrio entre moedas muda. Já começamos a ver isso. Se você quiser comprar Bitcoin na Índia hoje, prepare-se para pagar mais de $1.000 dólares. O prêmio sobre o Bitcoin subiu ao ponto de atingir um prêmio de 22% contra o preço do Bitcoin em qualquer outro mercado. Não dá pra fazer arbitragem sobre essa diferença facilmente, porque não há um fluxo suficientemente grande pro país pra contrabalançar a corrida louca para as saídas que está acontecendo.

O yuan chinês se desvalorizou seis vezes, até agora, em 2016. E toda vez que o yuan chinês se desvalorizou, o valor do Bitcoin subiu em torno de um bilhão de dólares, na medida que milhões de chineses procuraram a saída.

Toda vez que isso acontece, um prêmio é pago. Mas aqui está a boa notícia: adivinha quem ganha esse prêmio? Aqueles que estão dispostos a construir a sinalização para a saída e uma porta – um pequeno caminho enlameado que conduz pra fora desse experimento maluco – recebem em recompensa um prêmio de 20%. As casas de câmbio, os comerciantes do LocalBitcoins, os comerciantes off-chain, do subterrâneo, aqueles dispostos a assumir os riscos, de encarar a mão pesada do soberano, ganham um prêmio. E esse prêmio vai financiar diretamente o desenvolvimento da infraestrutura, liquidez, furtividade, descentralização, evasão, e todas as outras coisas que podem ser necessárias pra permitir que pessoas normais pulem fora da guerra cambial.

Esses experimentos vão posicionar os governos em oposição direta ao Bitcoin. Não por algo que o Bitcoin fez, mas por algo que os governos fizeram a si mesmos.

Quando eu estava crescendo, eu curtia bastante jogos de computador. E um dos meu jogos favoritos é um jogo chamado Sim City. Alguém jogou Sim City? Sim, muita gente jogou Sim City.

Uma das coisas sobre Sim City que era muito legal é que você tinha controle completo e unilateral da economia. E um dos controles que você podia ajustar era o imposto de renda. E era sempre muito tentador, certo? Porque você podia estar jogando e se seu orçamento não estivesse lá balanceado, se as coisas não estivessem indo muito do jeito que você queria no jogo e você não estivesse conseguindo construir rápido como gostaria, você podia aumentar o imposto de renda de 5 pra 6%, e podia aumentar de 6 pra 7%.

Havia consequências, é lógico. E então uma das formas pela qual você aprendia essas consequências é quando você ia longe demais. Então você aumentava de 5 pra 15%, e você enchia seus cofres, porque o rios de imposto de renda fluíam pra você, e você assistia sua população evaporar, enquanto todo mundo abandonava sua cidade.

Esse tipo de jogo tem um nome. São chamados de jogos de Deus. E a razão por que são tão divertidos de se jogar, é que eles te permitem brincar de Deus sobre uma população indefesa.

Olha outro recurso que você podia ter num jogo. Você podia construir sua cidade inteira, e então você podia enviar um tornado, um terremoto, um incêndio gigante, um tsunami, ou até um ataque do Godzilla na sua cidade.

E adivinha? Nenhum desses ataques eram tão eficazes em drenar sua cidade quanto aumentar o maldito imposto de renda.

Essas guerras monetárias são guerras contra a população. Elas são uma forma de guerra civil do governo contra seu próprio povo. Elas destroem gerações. Estima-se que, já nos primeiros dias, na Índia, centenas de pessoas morreram porque não podiam acessar dinheiro para tratamentos médicos, porque eles tinham que esperar em fila, pessoas debilitadas, deficientes, idosos, numa fila, por seis horas, pra pode sacar $30 dólares, se é que tinham esse tanto.

Centenas de pessoas morreram nos primeiros dias. Milhares de pessoas vão morrer, apenas nas próximas semanas, enquanto esse experimento se desdobra. E isso se repete: dezenas de milhares de pessoas morreram na Venezuela, por culpa de controles monetários, por causa da destruição do sistema monetário. Isso é o que acontece quando governos decidem que a maneira de lutar uma guerra comercial é usar o próprio combustível da economia, a coisa da qual as pessoas dependem pra construir um futuro pra si mesmas, como uma arma contra outro governo, e o tiro dessa arma sai pela culatra, e mata seu próprio povo.

Eles vão te dizer que o que estamos fazendo, ao encorajar as pessoas a usarem Bitcoin, é que somos traidores da nação, que somos criminosos, somos marginais, somos traficantes de drogas e terroristas.

Não acredita em mim? Procure o que o governo indiano disse nas últimas duas semanas sobre pessoas que comercializam ouro no mercado negro: terroristas, criminosos, marginais.

Eu sou só um programador, só um palestrante. Não sou um terrorista, não sou um marginal. Mas se eu tiver a oportunidade de construir uma saída desse sistema, eu vou aproveitar essa oportunidade, porque eu sei quem são os verdadeiros terroristas. E não há forma pior de terrorismo que criar guerra contra seu próprio povo, causando ruptura na própria força vital da economia deliberadamente, quando não há crise, criando um desastre natural de proporções enormes, simplesmente pra travar uma guerra monetária contra outro país.

Quem se beneficia, no fim das contas? Os bancos!

Eles são resgatados. Seus balancetes, na Índia, estão disparados. Suas ações, disparadas. O governo? Aumentos enormes na receita. E isso pára a corrupção? Não. Foi combustível para uma absoluta orgia de corrupção que até para a Índia é sem precedentes, da mesma maneira que alimentou uma orgia de corrupção em Chipre, na Grécia, Venezuela, Argentina e Ucrânia.

Quando Modi anunciou que a moeda não seria mais válida dentro de 4 horas, ele também anunciou que os bancos estariam fechados por dois dias – a fim de prevenir que as pessoas iniciassem uma corrida aos bancos.

Quando os bancos abriram, dois dias depois, milagrosamente, uma proporção significativa das reservas de dinheiro que eles possuíam estavam apenas nas notas ruins.

De alguma maneira, algumas pessoas tiveram acesso a esses cofres, e trocaram seu dinheiro enquanto os bancos estavam fechados, aos bilhões de dólares.

De alguma maneira.

Se você estudou economia, um dos aspectos fascinantes em economia é a Lei de Gresham. E a Lei de Gresham diz que dinheiro ruim precede o dinheiro bom na economia. Quando eu li isso, enquanto estudava economia apenas como um hobby, eu não entendi de verdade a Lei de Gresham, e felizmente eu nunca havia visto a Lei de Gresham em ação. Estamos vendo a Lei de Gresham se manifestar, exatamente como previsto, em ação, hoje.

Quando uma pessoa na Índia vai a um caixa automático, quando um venezuelano consegue dinheiro, quando um zimbabuense põe as mãos em dólares americanos, o que eles fazem com esse dinheiro? Eles gastam? Não, de jeito nenhum. Eles o enterram. Eles colocam embaixo do colchão. Eles o escondem, eles o economizam. Porque esse é o dinheiro bom, e ele imediatamente sai da economia. E eles pegam cada cédula fajuta que eles têm, cada nota de trilhão de dólares zimbabuenses, cada bolívar venezuelano que não vale porcaria nenhuma – e são carregados com carrinho de mão e pesados na balança, porque ninguém tem tempo de contá-los -, cada nota de quinhentas rúpias que agora não vale nada, e eles vão para seus funcionários, e seus dependentes, e seus empregados domésticos, e faxineiros, e pessoas que são desprivilegiadas na economia, e dizem: esse é o dinheiro com que vou te pagar agora. Aqui estão seis meses de salário adiantado. É pegar ou largar. Ou você está demitido, a escolha é sua. E eles despejam o dinheiro ruim sobre as pessoas que então têm que ir gastar seis horas numa fila pra trocá-lo, e pra serem questionados sobre como conseguiram esse dinheiro pelo oficial malvado do fisco, a caricatura do funcionário público.

E adivinha com o quê eles pagam as propinas dos funcionários públicos? O mesmo dinheiro ruim. Então o dinheiro ruim é o único que está circulando, e o dinheiro bom desaparece completamente da economia.

E quando eles obtiverem Bitcoin, eles vão hodlar. Eles vão enterrá-lo tão fundo, pra ter certeza que eles têm o bom dinheiro poupado para suas crianças, para o seu futuro, e eles vão trocar o dinheiro ruim por Bitcoin, e hoje em dia, todo dinheiro é dinheiro ruim.

É praí que estamos indo. Dinheiro em espécie está sendo erradicado do mundo como um flagelo. Mas eles não podem ganhar esse jogo, porque dinheiro em espécie é algo que nós podemos criar. Dinheiro em espécie eletrônico. Dinheiro em espécie auto-soberano. Dinheiro em espécie verificável. Dinheiro em espécie digital. Dinheiro em espécie pessoa a pessoa. Bitcoin.

Lembre-se de como isso vai mudar a trajetória da instalação do Bitcoin nos próximos dois anos. Vai ser em oposição direta a essa guerra monetária. E vai ser diretamente financiado pela guerra monetária.

As guerras monetárias vão financiar investimentos em infraestrutura e melhorias no Bitcoin de maneira a gradualmente pegar aquela pequena sinalização de saída e aquela estradinha esburacada atrás dela, e ao longo dos próximos dois anos, enquanto as guerras monetárias se agravam, e se agravam, e se agravam, e elas vão, e elas precisam, à medida que falham e tentam novamente, nós vamos alargar aquela estrada esburacada, até que eventualmente, nós estaremos oferecendo a todas as economias uma rodovia de oito pistas Autobahn de saída da maldita guerra monetária deles, pra qualquer um poder pegar.

Não vai estar disponível pra todo mundo a princípio. Apenas para os mais ricos. Os mais educados, os privilegiados, aqueles que possuem acesso a essas aplicações.

Mas em algum ponto eles vão trazer algumas outras pessoas com eles, e gradualmente eles vão financiar a infraestrutura que vai permitir mais e mais pessoas saltar fora dessas economias.

Então lembre-se que, enquanto isso acontece, nós vamos ser chamados de criminosos por oferecer uma saída. Em seguida vamos ser chamados de criminosos por apontar para a saída. Então vamos ser chamados de criminosos por apenas apontar para o fato de que a economia está em chamas, e que existe uma saída. E em cada estágio de agravamento das guerras monetárias, cada ato que você tomar em oposição ao fato observável de que a economia inteira está em chamas, toda chance que você der às pessoas de se dirigirem às saídas, você será o criminoso.

E não vai demorar pra eles reescreverem a história. Eles vão reescrever a história pra dizer que a razão pela qual os bancos estão falindo, e a razão por que a economia está em chamas, é porquê você forneceu uma saída. É porque o Bitcoin existe.

Eles dirão que o Bitcoin começou o fogo.

E nesse ponto, todos vocês devem repetir e se lembrar o slogan que vai ser importante: nós não somos criminosos. Nós estamos oferecendo uma saída pra todo mundo.

Nós não começamos o incêndio. Ele sempre esteve ardendo, desde que o mundo gira.

Obrigado.

Assista ao vídeo original:

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