Desde a alta histórica em novembro de 2021 (o preço do Bitcoin atingiu 69 mil dólares), estamos observando a principal criptomoeda despencar: nos últimos 6 meses, o Bitcoin caiu por volta de 50% e, desde o começo de 2022, foi uma queda de 40%.

Para muitos, é difícil entender o que está acontecendo com o mercado e, principalmente, como reagir a isso.

Dessa maneira, o objetivo desse artigo é mostrar algumas ações que podem ser tomadas em momentos de crise, além de procurar demonstrar o porquê de essa ser uma ótima oportunidade para se investir em Bitcoin.

Bitcoin caiu 53,21% nos últimos seis meses. Gráfico do Google Finance.
Gráfico de 6 meses do Bitcoin. Fonte: Google Finance.

3 razões para continuar acreditando no Bitcoin

1) O Bitcoin caiu e já morreu 449 vezes

Sempre que o Bitcoin sofre uma queda muito grande, muitas pessoas decretam a sua morte: “o fim do Bitcoin”, “a bolha estourou”, “eu avisei”, etc.

Porém, há uma coisa em comum entre todas essas pessoas: elas estão erradas.

Para comprovar isso, basta acessarmos o site 99bitcoins, responsável pelo obituário do Bitcoin: basicamente, ele agrega as vezes que um site ou pessoa conhecida decreta que o Bitcoin não tem (ou não terá) nenhum valor.

Até o momento, isso aconteceu 449 vezes.

Pensando nisso, se algo morre 449 vezes, podemos dizer que ele é imortal, correto? Afinal, se ao longo de 13 anos nenhuma dessas “mortes” foi capaz de matá-lo, por que pensar que isso vai acontecer?

2) O maior investidor do mundo poderia perder 99% do valor da sua empresa e continuaria batendo o S&P500

De 1965 (ano em que adquiriu a Berkshire Hathaway) até 2021, as ações da empresa de Warren Buffett tiveram um retorno anualizado de 20,1%. Enquanto isso, o retorno anualizado do S&P500 (principal índice do mercado americano) foi de 10,2% (um dos motivos para ele ser considerado o melhor investidor do mundo).

Além disso, um estudo da Barron’s nos traz um dado interessante: se as ações da empresa despencassem 99%, ela ainda teria batido o S&P500 no período; seu retorno seria de 10,3%, contra os 10,2% do índice.

Logo, isso indica que em um período de 56 anos a empresa teve uma trajetória crescente e que todos os seus acionistas sorriam e assobiavam saltitantes, correto?

Não.

Durante todo esse tempo, as ações enfrentaram épocas de baixa (com quedas maiores que 20%) durante três vezes: 1998, 2008 e 2020.

A maior dessas mortes foi no começo de 2008 até o início de 2009, quando as ações caíram 44,5%. Para se recuperar, a empresa de Buffett precisou de 3 anos e 11 meses. Algo próximo do Bitcoin, que geralmente possui ciclos de 4 anos.

3) O Bitcoin caiu mais e já teve mortes piores

Um dos mais famosos períodos de baixa do Bitcoin é o de 2017. De dezembro daquele ano até dezembro de 2018, o Bitcoin caiu 80% (saiu de 69 mil reais e chegou a 12 mil).

Porém, depois de alguns anos, o Bitcoin encontrou um mercado de alta iniciado após o crash da COVID-19 e que teve seu pico em novembro de 2021 (quase quatro anos após o mercado de baixa).

Observando esses dados do passado, é visível que o Bitcoin foi capaz de passar por mal bocados e situações piores do que a que ele vive atualmente.

Tudo indica que, da mesma forma que ocorreu lá atrás, o Bitcoin será capaz de se recuperar mais uma vez.

3 atitudes para superar o mercado de baixa

1) Pensamento de longo prazo

O Bitcoin iniciou uma revolução no mercado financeiro e isso começou apenas treze anos atrás. É tudo muito novo, ele é um adolescente. Ainda é muito cedo!

O mercado cripto tem muitas surpresas (algumas boas e outras nem tanto) para nos dar nos próximos anos. Porém, o importante é entender o que a volatilidade representa nesse mercado e como podemos tirar proveito dela.

Investir em Bitcoin é uma montanha russa. Se você souber controlar seus sentimentos, vai se divertir.

O pensamento de longo prazo diz respeito a abrir mão de ganhos no curto (ou médio) prazo para obter ganhos exponenciais no longo prazo. 

Isso não se aplica somente ao Bitcoin ou ao mercado das criptomoedas, mas para qualquer plano de investimentos. Na equação dos juros compostos, por exemplo, a variável TEMPO é a mais importante.

M = C x (1 + i)t

Nessa equação, o M é o valor final que você vai obter no investimento, o C é o capital investido, o i representa a taxa de valorização e o t é o tempo.

Para quem tem uma noção melhor de matemática, é fácil perceber como o t é o grande responsável pelo aumento do valor final.

Nesse sentido, variações negativas podem acontecer e, nessas horas, é importante saber aproveitar o tempo de baixa para acumular mais bitcoins para o tempo de alta.

2) Conhecer o máximo do ativo, mas não ele todo

Sempre usamos a frase “A falta de conhecimento não exclui o uso”, do Nassim Taleb, para ilustrar que é possível investir em Bitcoin mesmo sem saber totalmente como ele funciona.

Um exemplo de que isso é verdade (e que se houve frequentemente) é o fato de voarmos de avião mesmo sem entender completamente o seu funcionamento. Não sabemos como a combinação de turbinas, asas e motor funciona, mas ainda assim temos coragem de entrar lá para chegarmos mais rápido em um destino.

Entretanto, no mercado financeiro, há dinheiro envolvido e, muitas vezes, o patrimônio de pessoas e famílias, acumulado por vários anos de trabalho duro. Por isso, entendemos que compreender ao máximo o ativo financeiro que está sendo adquirido seja fundamental para bons resultados.

Mesmo que o ativo não performe tão bem quanto gostaríamos, o fato de termos feito a tarefa de casa e dado o nosso melhor, enquanto investidores, traz uma calma maior na hora de investir, evitando que cometêssemos erros por falta de paciência.

Por isso, no contexto do Bitcoin, que é uma tecnologia mais complexa e que tem algumas ramificações em programação, matemática, energia elétrica, governos e mercado financeiro, é ainda mais importante ter uma base conceitual sólida.

Assim, quando o investidor entender como funciona a monetização do Bitcoin e o processo de descoberta de preços, além de conectar esses conceitos com o fato de ser o ativo mais revolucionário desde a criação da Internet, fica mais fácil se acostumar com os movimentos de preço. Isso tem dois resultados positivos: 1) não se empolgar nas grandes altas e acabar exagerando por ganância e 2) não se desesperar nas fortes quedas, mantendo a estratégia como se nada estivesse acontecendo.

3) Ouvir “o Bitcoin caiu” e pensar em oportunidade

O Fear&Greed Index (Índice do Medo) é um dos indicadores mais importantes para o Bitcoin.

Geralmente, ele dita os momentos em que se deve ser ganancioso e os momentos em que se deve ter cautela. Curiosamente, ou não, esses momentos são inversamente proporcionais aos termos.

Existe uma frase muito famosa no mercado financeiro que diz:

seja ganancioso quando o mercado estiver com medo e tenha medo quando o mercado estiver ganancioso.

Em momentos de medo extremo, historicamente, principalmente nos gráficos de preço do Bitcoin, acontece uma rebatida, levando os preços de volta para cima.

Enquanto isso, quando o Índice do Medo mostra que as pessoas estão gananciosas, normalmente o mercado sofre com fortes quedas.

É que nem a história da Maria vai com as outras: quem segue a multidão, se dá mal. Ao reparar que o Bitcoin caiu, Maria foi e vendeu. Uma ovelha mais esperta, porém, estava comprando de Maria.

Indicador do Medo no dia 27 de maio de 2022.
Resultado: o mercado está com medo extremo.

O que os especialistas estão fazendo?

Em momentos de queda (e de alta também), é interessante aprender com os especialistas e ver quais são as medidas que eles estão tomando para superar esses tempos difíceis.

Por isso, separamos esse vídeo do Bruno Perini para você: ele é um dos principais nomes do mercado financeiro do Brasil e sócio investidor do Biscoint. No vídeo, Perini falou sobre o que fez quando o Bitcoin caiu.

Conclusão

Com esse artigo, buscamos mostrar que:

  • O Bitcoin já teve várias quedas expressivas e se recuperou de todas elas (aprenda mais);
  • O Bitcoin já passou por mercados de baixa piores do que o atual (aprenda mais);
  • A importância de se ter um pensamento de longo prazo (aprenda mais);
  • A importância de se aprender sobre Bitcoin;
  • “O Bitcoin caiu” é sinal de oportunidade;
  • É importante aprender com os especialistas.

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Author

Sou Analista de Marketing do Biscoint e fascinado por novas tecnologias e criptomoedas (eu sei que todo mundo que fala sobre Bitcoin diz isso, mas no meu caso é verdade).

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