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Bitcoin para iniciantes

Criamos este artigo para explicar o que é bitcoin para iniciantes. O artigo é baseado na página de aprendizagem do portal blockchain. Você aprenderá o que é bitcoin, pra quê serve, por quê você deveria usar e como comprar bitcoins.

Uma moeda digital descentralizada

Bitcoin é uma moeda digital que circula em uma rede descentralizada. Ele permite que os utilizadores efetuem transações diretamente entre si (peer-to-peer ou ponto-a-ponto), sem um intermediário para gerir a troca de fundos.

Um ativo financeiro seguro

O bitcoin é um ativo digital. Por isso, é usado como outros ativos em troca de bens e serviços. Porém, ao contrário das moedas e ativos tradicionais, o bitcoin é facilmente transportável, divisível e irreversível.

Um recurso eficiente e barato

O Bitcoin aumenta a eficiência do sistema financeiro e permite a prestação de serviços financeiros a um custo drasticamente menor, dando aos utilizadores mais poder e liberdade.

Por quê você deve usar bitcoins?

Existem vários motivos para começar a usar o bitcoin. Aqui estão alguns deles:

  • DESEMPENHO NO MERCADO FINANCEIRO: o bitcoin tem sido a moeda com melhor desempenho no mundo em quatro dos últimos cinco anos.
  • FACILIDADE E BAIXO CUSTO PARA TRANSAÇÕES INTERNACIONAIS: Por ser uma moeda global, é possível enviar Bitcoin para qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, sem se preocupar com taxas de transferências internacionais.
  • DESCENTRALIZAÇÃO E SEGURANÇA: Ao guardar o seu bitcoin seguro numa carteira significa não há entidade que possa bloquear os seus fundos.
  • É INCLUSIVO: o bitcoin está permitindo que milhões de pessoas em todo o mundo façam transações, economizem e protejam o seu caminho para um melhor futuro financeiro

Como comprar bitcoins?

São necessários 3 passos simples para comprar bitcoins: criar uma carteira, comprar bitcoins e transferir os bitcoins para sua carteira.

1) CRIAR UMA CARTEIRA

Você precisa de uma carteira (wallet) para armazenar seus bitcoins. Você pode utilizar carteiras virtuais ou físicas (hardware).

Entre as wallets físicas, estão a Trezor e a Ledger. São dispositivos físicos que podem ser conectados ao seu computador e preservam as chaves privadas para total sigilo e segurança.

Por causa do preço alto das wallets físicas, uma alternativa é utilizar as carteiras virtuais (aplicativos para smartphones ou desktop). Sugerimos que você utilize algumas das carteiras a seguir: Samourai ou Blockchain.

Se precisar de ajuda, leia este artigo onde explicamos passo a passo a instalação da wallet (carteira) Samourai.

2) COMPRAR BITCOINS

É possível comprar bitcoins de outra pessoa diretamente (P2P) ou em exchanges (corretoras que intermedeiam as compras e vendas entre pessoas online).

Nossa sugestão é criar uma conta numa exchange confiável (acesse o Biscoint para ver uma lista de corretoras confiáveis) e comprar seus bitcoins lá.

Após a compra, você poderá sacar os bitcoins. Isso significa transferir os bitcoins que você comprou na corretora para sua carteira (online ou física).

Descubra como fazer essa transferência a seguir.

3) TRANSFERIR OS BITCOINS PARA SUA CARTEIRA

Endereço

Ao criar sua carteira, foi gerado um endereço único e exclusivo para você. Este endereço só pode ser acessado para transferir bitcoins para outra pessoa utilizando sua senha (a wallet – física ou virtual – se encarrega de cuidar das chaves privadas). Porém, para receber dinheiro, basta que alguém envie bitcoins para ele.

Isso significa que a corretora onde você comprou seus bitcoins – ou a pessoa que te vendeu os bitcoins – precisa saber qual é esse endereço para te enviar os bitcoins quando você escolher sacá-los.

Veja um exemplo de endereço bitcoin: 149w62rY42aZBox8fGcmqNsXUzSStKeq8C

Sacar os bitcoins da corretora

Você pode optar por deixar seus bitcoins na corretora onde comprou. Porém, essa não é uma boa prática e não é recomendada pela comunidade. Você vai ler e ouvir muito a expressão “exchange não é wallet” ou “corretora não é carteira”. O ideal é sacar os bitcoins e armazenar na sua carteira.

Além disso, se você tiver comprado bitcoin diretamente de uma pessoa (ponto a ponto), essa pessoa precisa transferir os bitcoins para sua carteira diretamente.

Finalmente, ao solicitar um saque de BTC (sigla para bitcoin) para sua carteira, no site ou app da corretora onde estão armazenados os seus bitcoins você deve inserir o endereço da sua carteira e solicitar o envio.

Receber os bitcoins diretamente de outra pessoa

Se for uma pessoa (P2P), basta informar o endereço para a pessoa e aguardar o envio. Normalmente, os blocos são minerados em 10 minutos. Porém, pode demorar horas, dependendo do volume de transações da rede. Em geral, é sugerido aguardar pelo menos 2 confirmações da rede para uma transação ser considerada como efetivada. Reverter 2 confirmações seria extremamente caro (em breve falaremos mais sobre esse assunto – acompanhe nosso blog).

Confirmação da Transação

Quando a transação for confirmada pela rede, os bitcoins estarão disponíveis na sua carteira. Assim, eles poderão ser enviados para outras pessoas (P2P), para outras carteiras ou para outras corretoras. Além disso, também poderão ser usados em vários estabelecimentos e empresas que oferecem produtos e serviços aceitando bitcoin como pagamento.

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Biscoint na Bitconf

Vai ter Biscoint na BITCONF! Conheça o principal evento presencial de bitcoin, criptomoedas e blockchain do Brasil e saiba por que o Biscoint estará presente!

Em sua 7ª edição, a BITCONF reúne milhares de adeptos, investidores e entusiastas das criptomoedas.

Serão dois dias de evento que proporcionarão networking entre empresas, contato entre potenciais clientes e prestadores de serviço e muito mais.

Biscoint na BITCONF
Biscoint estará presente na 7ª BITCONF

“É a maior conferência sobre Bitcoin, criptomoedas e Blockchain do Brasil. Esperamos receber mais de 1.500 pessoas nesta edição. É uma grande oportunidade de conhecer mais sobre o assunto e fazer networking com pessoas desse mercado.”

Criador do evento, Wladimir Crippa é também criador do maior grupo de Bitcoin no Facebook, o BITCOIN BRASIL ORIGINAL.

A Bitconf conquistou o mundo cripto brasileiro e atrai pessoas de todas as regiões do país. Segundo Wladimir Crippa, idealizador do evento, a Bitconf é a maior conferência sobre Bitcoin, Criptomoedas e Blockchain do Brasil. São esperadas mais de 1.500 pessoas em 2019

PALESTRAS

Este ano, segundo a organização, estão previstas várias palestras de autoridades do assunto, incluindo estrangeiros.

Na edição deste ano estão previstas mais de 80 palestrantes, distribuídos em 3 palcos. Um palco com conteúdo para iniciantes, um palco principal no anfiteatro com os principais palestrantes brasileiros e internacionais e um terceiro palco na área de exposição.

Alguns dos palestrantes são: Fernando Ulrich, um dos maiores especialistas em criptoativos do Brasil e analista-chefe da XDEX – empresa criada pelos fundadores da XP Investimentos – e Rafael Peregrino, autoridade em tecnologia e Linux. Entre os palestrantes estrangeiros está Sebastian Serrano, da corretora Ripio.

LANÇAMENTO SURPRESA DO BISCOINT NA BITCONF

O Biscoint marca presença na Bitconf desde a quarta edição, em 2016. E nesta sétima edição não poderia ser diferente.

Além disso, nos dias 4 e 5 de maio, o Biscoint anunciará e apresentará uma novidade que vai sacudir o mercado de bitcoin brasileiro.

Será lançado um novo serviço que será agregado ao portal e que está sendo desenvolvido para facilitar a compra de bitcoins. Aguarde! E não conta pra ninguém. Brincadeira, conta sim!

NÃO PERCA

Veja abaixo informações sobre o evento e saiba como participar.

7ª BITCONF – REBOUÇAS – SÃO PAULO / SP

A 7ª Bitconf acontecerá nos dias 4 e 5 de maio (sábado e domingo, respectivamente) no Centro de Convenções Rebouças. O espaço fica no número 600 da Avenida Rebouças em Pinheiros, São Paulo.

Para adquirir seu ingresso ou saber mais sobre o evento, acesse este link.

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Um novo jeito de comprar bitcoin no Brasil

Conheça uma nova forma de comprar bitcoin no Brasil, que promete ser mais rápida e fácil.

Comprar bitcoin no Brasil

Se você deseja comprar bitcoin no Brasil, o procedimento normalmente é padrão. O comprador precisa:

  • Criar um cadastro numa exchange (corretora);
  • Depositar dinheiro através de transferência bancária;
  • Enviar cópia dos documentos pessoais e do depósito;
  • Aguardar a confirmação dos documentos.

Depois disso, cria uma ordem de compra que vai para o livro de ordens (ou orderbook). Aí é só aguardar a ordem ser executada para concluir o processo.

O processo normal para comprar bitcoins no Brasil não é muito complexo. Porém, em alguns casos, pode exigir certo conhecimento técnico.

Neste cenário, algumas empresas criaram uma nova forma de negociar criptomoedas. A empresa argentina SatoshiTango, por exemplo, permite que a compra seja feita de maneira mais simples. E agora também atende clientes brasileiros.

Diferente das exchanges, na SatoshiTango você não precisa entender sobre livro de ordens, stop loss, take profit, e outros termos técnicos. O sistema é feito pra você que quer somente comprar ou vender bitcoin, de forma rápida e fácil.

Outro grande diferencial da SatoshiTango é a promessa de liquidez imediata. Com taxas fixas (veja abaixo), você consegue liquidar suas criptomoedas imediatamente, na cotação determinada pela empresa.

Taxas e Tarifas

Na SatoshiTango, os bitcoins são vendidos a um preço fixo com taxa fixa: 1%.

O Biscoint mostra a cotação considerando as taxas

Os saques tem um custo fixo de R$10,10. Portanto, você não paga porcentagem sobre o saque. E isso pode ser uma grande vantagem em alguns casos.

Para consultar o preço efetivo em tempo real do bitcoin na SatoshiTango, acesse biscoint.io

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JPMorgan lança criptomoeda JPM Coin

Após duras críticas ao bitcoin e às critpomoedas baseadas em blockchain a J. P. Morgan lança a JPM Coin.

Um banco “Contradição”

“Bitcoin não vai sobreviver”. “Bitcoin não vai a lugar nenhum.” “Bitcoin é uma fraude.”

Todas essas frases são citações proferidas pelo CEO da J.P.Morgan, Jamie Dimon em entrevistas desde 2015. Hoje, dia 14 de fevereiro de 2019, ele anunciou a criptomoeda da J.P. Morgan, baseada em blockchain. Chamada de JPM Coin, ela faz o J.P. Morgan ser o primeiro grande e relevante banco a criar uma moeda digital.

O J.P.Morgan tem 220 anos (“com tradição”) é uma das instituições financeiras mais respeitadas no mundo. É também a terceira maior empresa com capital público do mundo de acordo com a Forbes.

No primeiro momento, a aposta de Dimon em criptomoedas pode parecer contraditória. No entanto, se olhar profundamente, notará que essa estratégia está, de certa forma, alinhada com o pensamento original dele – e da instituição.

O JPM Coin funciona de maneira parecida com uma stablecoin. É uma moeda que, embora acionada por blockchain, está ligada a um ativo – neste caso, o dólar. Ao invés de existir independentemente de moeda fiduciária, como o bitcoin, as JPM Coin (s) são convertidas em dólares americanos. Desta forma, elimina-se as repentinas oscilações de valor de outras criptomoedas, efetivamente.

Velocidade vs Privacidade

A proposta de valor do JPM Coin, ao contrário do Bitcoin, não está ligada à privacidade ou ao anonimato. O valor real da JPM Coin, neste momento, é a velocidade. Como Umar Farooq, chefe de iniciativas blockchain da J.P. Morgan, explicou à CNBC, a aplicação mais imediata da JPM Coin será em pagamentos internacionais.

Quando os investidores depositam dinheiro usando a estrutura bancária do J.P. Morgan, eles podem optar por receber criptomoedas (JPM Coin), que vão permitir a realização de transações em todo o mundo rapidamente – sem esperar mais pelas transferências eletrônicas.

O que esperar?

A JPM Coin é apenas a ponta do iceberg da blockchain no J.P. Morgan. Como Farooq diz, “As aplicações são francamente bastante intermináveis”. Isso sinaliza que o futuro da moeda baseada em blockchain, pelo menos no curto prazo, pode não estar no anonimato ou na separação dos governos.

Projetos como o da JPM Coin sugerem um futuro em que as stablecoins, com o apoio de governos e grandes instituições financeiras, podem ser os grandes ganhadores em criptomoedas.

De qualquer forma, para a comunidade das criptomoedas descentralizadas, a contradição é gratificante. Grandes instituições investindo em tecnologias de blockchain tornam as criptomoedas mais conhecidas. Portanto, é possível visualizar benefícios futuros para o bitcoin e as criptos originais.

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Aceitação de Bitcoin - Biscoint

A aceitação de Bitcoin cresceu 702% de 2013 a 2018. Os dados são do CoinMap – ferramenta online de monitoramento de aceitação de criptomoedas – e foram divulgados pela agência de notícias NewsBTC.

As áreas que já se mostravam amigáveis ao uso do Bitcoin se tornaram mais fortes. Além disso, surgiram notáveis e agradáveis surpresas em relação ao Brasil e vizinhança: a América do Sul teve aumento dramático (veja abaixo).

Áreas com locais que aceitavam bitcoins como forma de pagamento em 2013.
Áreas com locais que aceitam bitcoins ao final de 2018.

Ryan Radloff, que é CEO da CoinShares, empresa de gestão de ativos digitais, tuitou as duas imagens. Ele mostrou o aumento do número de locais que aceitam BTC como método de pagamento.

Ele mostrou que o total de negócios amigáveis ao Bitcoin passaram de 1.789 (em 2013) para 14.113 (em 2018).

Como se vê na segunda imagem, anteriormente existiam poucos locais concentrados na Argentina, Chile e Brasil. Agora, em 2018, já é possível ver forte aceitação de bitcoin entre comerciantes locais da Colômbia, Equador e Venezuela – que passa por forte crise política e econômica.

O mapa mostra, também, que ainda existe muitas oportunidades em várias regiões, como África, Oriente Médio e China, para onde empreendedores podem virar suas atenções nos próximos anos.

Vale lembrar que aceitação não é o mesmo que adoção. Não é possível determinar quantas transações foram realizadas de fato. De qualquer forma, o aumento no número de locais amigáveis ao bitcoin é encorajador. Especialmente para os entusiastas do bitcoin.

Acesse biscoint.io para acompanhar o preço do Bitcoin em tempo real nas principais corretoras do Brasil.

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Como (e por quê) comprar Bitcoins?

Destacamos neste artigo alguns conceitos sobre como (e por quê) comprar Bitcoins. Veja também dicas que vão te orientar sobre estratégia a longo prazo.

Como (e por quê) comprar Bitcoins?

COMO COMPRAR BITCOINS?

Você pode comprar bitcoins em exchanges – conhecidas como corretoras, casas de câmbio ou mercados. Além disso, pode comprar diretamente de outra pessoa física. Esta operação é conhecida como P2P – peer to peer ou ponto a ponto. E é a maneira mais anônima de se transacionar criptomoedas.

Às vezes, o preço de uma casa de câmbio pode ser completamente diferente do preço de consenso. Tais eventos ocorrem ocasionalmente em casas de câmbio, seja por erro humano ou de software.

COTAÇÃO E TAXAS

É bom lembrar que os preços mostrados pelas corretoras nem sempre informam tudo. Muitas vezes, as taxas aplicadas tornam o valor diferente do que foi mostrado. Para evitar este tipo de problema, utilize o www.biscoint.io para comparar os preços. No Biscoint, as taxas são consideradas nos preços. Assim, você compra com a certeza de estar pagando o melhor preço.

POR QUÊ COMPRAR BITCOINS

VALOR E “LASTRO” DO BITCOIN

Segundo o BuyBitcoinWorldWide, o Bitcoin vale, em última análise, o preço pelo qual as pessoas o compram e o vendem. Isso é muitas vezes tanto uma questão de psicologia humana quanto de cálculos econômicos.

Não permita que suas emoções ditem suas ações no mercado. Isso é melhor alcançado ao se determinar uma estratégia e aderir a ela.

TENHA UM OBJETIVO CLARO

Se o seu objetivo é acumular Bitcoin, um bom método é reservar uma soma fixa e adequada a cada mês para comprar bitcoins, independentemente do preço.

Ao longo do tempo, essa estratégia (conhecida como média de custo do dólar), permitirá que você acumule bitcoins a um preço médio decente, sem o estresse de tentar prever as oscilações às vezes bruscas do preço do Bitcoin.

LONGO PRAZO

Existem pesquisas que mostram que a maioria dos membros da comunidade bitcoin ao redor do mundo acredita que a criptomoeda vai superar os 100.000 dólares.

Independente se isso vai acontecer ou não, o Bitcoin já é a criptomoeda com maior adoção no mundo. Existem mais brasileiros que possuem bitcoins do que investidores na Bovespa. Além disso, existem vários pontos de venda e empresas de bens e serviços que aceitam BTC como forma de pagamento.

Portanto, a decisão de comprar bitcoins é arriscada, como é com qualquer ativo financeiro. Porém, é inevitável que a criptomoeda se torne a forma de pagamento mais popular em breve.

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3 dicas para comprar o seu primeiro bitcoin

Biscoint traz pra você neste artigo 3 dicas para comprar seu primeiro bitcoin e entrar de vez na era das criptomoedas.

Quando se fala em criptomoedas, ou moedas digitais, o principal nome que vem à tona é o do Bitcoin. Não simplesmente por seu pioneirismo, mas pelo seu valor de mercado, credibilidade e liquidez.

Todos os dias, centenas de brasileiros aderem ao conceito de blockchain e vários outros experimentam pela primeira vez adquirir seus bitcoins.

Se você ainda está na fase de aprendizado, começando a entender bitcoins ou ainda querendo ganhar mais confiança para investir em criptomoedas, leia estes artigos que a Biscoint preparou pra você.

Bitcoin para Iniciantes

Porém, se você já tomou a decisão de apostar nesse mercado, aqui vão 3 dicas para comprar seu primeiro bitcoin com segurança e maximizando as chances de lucro:

3 Dicas para comprar seu Primeiro Bitcoin

1) Faça as contas. Incluindo as taxas.

Sites de comparação e corretoras normalmente mostram os menores preços de bitcoin. Porém, ao final da transação são cobradas taxas que podem tornar o preço mais alto.

Nossa primeira dica é: Procure um comparador de preços que mostre os melhores preços reais, incluindo as taxas. Isso permite que você escolha o melhor preço real para comprar bitcoins.

2) Calcule com atenção quantos bitcoins você quer comprar.

Você sabia que dependendo do valor que você quer investir, a mesma corretora pode ter preços diferentes? A disponibilidade de transações (ordens de compra/venda) pode influenciar no preço que você está pagando ou recebendo. Além disso, as taxas podem variar dependendo do volume de dinheiro ou bitcoins que está sendo movimentado.

3) Escolha uma corretora confiável.

Desde que o bitcoin passou a ficar conhecido globalmente, várias outras criptomoedas foram surgindo. Por isso, é necessário ter atenção redobrada para não cair em golpes ou até mesmo em esquemas de fraude ao comprar e vender essas moedas.

Uma maneira de se prevenir, é realizar suas transações através de corretoras confiáveis. Elas possuem vários métodos e processos que evitam fraudes e minimizam riscos de perda.

Com o Biscoint, você resolve todos estes problemas em apenas um passo. Usar o comparador de preços Biscoint garante que você vai encontrar o melhor preço, porque ele inclui na conta as variações de preço, em relação à quantidade desejada, e todas as taxas que as corretoras cobram. Além disso, você terá acesso a uma lista com as maiores e melhores corretoras do país, tornando o processo ainda mais seguro.

Acesse agora: www.biscoint.io

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Por Andreas M. Antonopoulos, tradução e adaptação de palestra dada em 03/12/2016 no Coinscrum {MiniCon}, ocorrido no Imperial College em Londres.

aantonop

Hoje eu quero falar sobre “guerra monetária” e a neutralidade do Bitcoin na guerra monetária.

Provavelmente você já me ouviu dizer, já por bastante tempo agora, que eu acreditava que uma das primeiras aplicações que nós veríamos no Bitcoin teriam a ver com remessas internacionais, e aplicações transfronteiriças como importações e exportações, porque essas são áreas onde há uma quantidade de fricção no sistema financeiro tradicional. Então sistemas como Bitcoin, que são muito mais flexíveis, podem criar oportunidades, especialmente oportunidades para pessoas menos privilegiadas ao redor do mundo, especificamente imigrantes fazendo remessas internacionais em que pagam quantias extravagantes pra transmitir por meio de canais tradicionais como o Western Union.

Acontece que eu estava errado. E não é a primeira vez. E nem a última, vai acontecer de novo. Mas vamos ver por quê eu estava errado.

E é aí que fica interessante. Bitcoin não existe no vácuo. Bitcoin é uma moeda e um sistema de pagamentos que existe num mundo altamente competitivo de finanças internacionais, que responde por trilhões de dólares em pagamentos, todo ano, em 194 países.

E e então, enquanto nós ficamos desenvolvendo belas aplicações para o Bitcoin, algo está acontecendo, que eu acho que vai mudar a trajetória de adoção do Bitcoin. Tempos muito empolgantes nos esperam adiante.

O que aconteceu nos últimos dois anos é que nós agora estamos vendo uma guerra monetária em larga escala, que começou pequena logo após a crise financeira de 2008, e foi ganhando tração, e essa guerra monetária vai mudar a trajetória do Bitcoin.

Algo que aconteceu fora do Bitcoin vai mudar como o Bitcoin vai se instalar. E essa guerra monetária tem bilhões de pessoas como reféns, sendo jogadas de um lado pro outro como peões em um jogo político, um jogo geopolítico.

Então, vou dar os nomes de alguns países pra ver se vocês percebem algo em comum: Grécia, Chipre, Espanha, Venezuela, Argentina, Brasil, Índia, Turquia, Paquistão, Ucrânia.

O que esses países têm em comum?

Sim, pessoas maravilhosas e boa comida, mas que também, atualmente, estão metidas tanto em guerras monetárias doméstica como internacional. As pessoas desses países são reféns dessa guerra monetária.

Se você estiver prestando atenção às notícias ultimamente, provavelmente você sabe que, nas últimas cinco semanas, na Índia, com menos de 4 horas de aviso prévio, o primeiro ministro Modi anunciou que as duas cédulas de maior denominação, a de 500 rúpias e a de 1.000 rúpias, não seriam mais “legal tender”, não seriam mais válidas. E deixariam de ser válidas em 4 horas. Assim, removendo 88% do dinheiro em espécie em circulação, num país onde mais de 95% de todas as transações se dão com dinheiro em espécie, onde 60% da população não tem conta bancária, e onde 25% da população não tem identidade com a qual abrir uma conta bancária.

Na minha opinião, isso vai ser visto, no futuro, como um desastre natural, que não foi natural. Totalmente criado pelo homem. Um desastre humanitário que vai se desdobrar no próximo ano, e que vai ter um impacto imenso na Índia.

O efeito imediato provavelmente será a perda de 2 a 4% do PIB do país. Mas o efeito borboleta, à medida que vemos setores inteiros da economia indiana entrarem em paralisia, porque os empregadores não conseguem pagar empregados, porque pessoas não conseguem comprar comida, não conseguem pagar por cuidados médicos, cuidados com saúde, porque não conseguem transacionar de forma nenhuma.

Tem sido um desastre absoluto no curto prazo, e será um desastre continuado no longo prazo.
Não se engane. Esse é um experimento que está sendo conduzido em 15% da humanidade como cobaias. Se esse experimento for bem sucedido – não em termos de como essas pessoas saem dele, mas em termos de se os objetivos do governo são atingidos – esse experimento será repetido.

Será repetido em muitos países. Da mesma forma que o experimento dos resgates a bancos por confisco em Chipre foi exportado pra outros países, e esses experimentos estão acelerando.

Há uma guerra global em andamento ao dinheiro em espécie. Estamos naquele ponto da história que está na mira, na visão dos governos mundiais, erradicar, de uma vez por todas, o dinheiro em espécie.

Este, que é a forma definitiva de dinheiro pessoa a pessoa, transparente e privado, que permite a indivíduos transacionarem localmente dentro da comunidade, agora está sendo erradicado em favor de transações digitais, em plataformas que permitem vigilância, controle, confisco e taxas de juros negativas.

E tudo isso virá logo em seguida, tão logo o dinheiro em espécie não for mais parte do panorama.

Essa é a esperança deles.

E se Deus quiser, vocês se juntarão a mim pra arruinar esse sonho.

Mas há uma outra guerra monetária em andamento, e essa é uma guerra monetária internacional. É aquela em que nação se volta contra nação usando o dinheiro da bandeira, sua moeda nacional, como um instrumento de guerra comercial, pra inclinar a balança comercial e erodir a dívida nacional, em países que estão sofrendo enormes pesos de dívidas que eles não têm esperança de jamais pagar.

Então, se você é um governo, e você tem dívida mensurada em bilhões ou trilhões de dólares, qual a melhor forma de pagar essa dívida? Aumentando o padrão de vida e produtividade até que você cresce a ponto de minimizar a dívida, ou confiscando as poupanças e aposentadorias da classe média, destruindo uma geração de trabalhadores, e fazendo-os pagar através de um imposto oculto, através de inflação?

Bom, a gente sabe que lado os países estão escolhendo, porque a gente vê se concretizar de novo, e de novo, e de novo.

Claro que não é assim que eles vendem. Eles não dizem: nosso plano pra sair da dívida é destruir os pensionistas, e a classe média, e criar um sistema de taxação oculta, e confisco, pra resgatar os bancos e resgatar a dívida do governo.

Ao invés disso, o que eles dizem é: isso vai erradicar o dinheiro negro, isso vai acabar de uma vez por todas com a corrupção, e nós vamos vencer a guerra contra o crime.

E todo mundo diz: uau, parece uma ideia maravilhosa! Bora nessa.

Essa promessa, é quase sempre embrulhada em nacionalismo populista. O grande flagelo do século 21 é o ressurgimento do nacionalismo populista.

O fascismo está aumentando. E assim como os políticos se cobrem com bandeira, eles também criam essa associação com o dinheiro nacional da bandeira, pra embrulhar o dinheiro no véu do nacionalismo, pra embrulhar as políticas de destruição de riqueza e confisco no véu do nacionalismo.

Se você discordar da ideia de que os pensionistas devem pagar pela dívida nacional e pelo resgate dos bancos, se você discorda da ideia de que uma geração inteira de jovens deve se ver permanentemente desempregada ou mal empregada, ou trabalhando em sub-empregos, então você é um traidor do ideal nacionalista de acabar com o crime, o dinheiro negro, e a corrupção.

Você provavelmente tem dinheiro negro escondido, não é mesmo? É essa sua motivação.

Esse é exatamente o tom da discussão que está acontecendo nesse exato momento – em lugares como a Turquia, em que o Erdoğan anunciou que era o dever de todos, como cidadãos turcos, de vender seus dólares, e comprar lira e ouro, a fim de engrandecer o orgulho nacional.

Onde o Modi, na Índia, usou exatamente o mesmo raciocínio, pra fazer todos sofrerem só um tiquinho. Porque as pessoas que mais sofrem não tem voz, eles são invisíveis. Especialmente na Índia.
E a própria classe média, que sofre só um tiquinho, pode se revestir com a bandeira e abraçar esses ideais nacionalistas.

Nessa guerra monetária, há uma força que se mantém neutra. Um porto seguro, como uma estratégia de saída, como uma oportunidade para as pessoas dizerem: quer saber, vá em frente, mas eu tô fora.

E isso é o Bitcoin.

O Bitcoin agora está na iminência de se tornar o porto seguro para bilhões de pessoas ao redor do mundo, que pela primeira vez terão a oportunidade de dizer: “eu já saquei pra onde vocês querem ir, eu não acredito nesse besteirol nacionalista, eu estou vendo a placa de saída, eu vou por aqui”. E saem, e se recusam a participar desses experimentos.

E isso vai mudar radicalmente a trajetória do Bitcoin, vai mudar a tecnologia do Bitcoin, vai mudar a economia do Bitcoin, porque remessas internacionais é algo que os governos conseguem aturar. Tudo bem, vamos deixar que seja mais fácil para os imigrantes pobres mandarem dinheiro pra além dos muros do país, competindo mais ou menos com os bancos até o limite que a gente permite através de regulação.

Mas essa nova proposta de que algumas pessoas vão poder pular fora desse experimento nacionalista, essa guerra monetária, não vai ser encarada com bons olhos.

Bitcoin vai representar, em muitos desses países, uma afronta direta à soberania. E quando soberanos vêem uma ameaça direta ao seu domínio, às suas decisões, não importa quão arbitrárias, caprichosas e unilaterais sejam, não importa quão despreocupadas com o consentimento dos governados elas sejam, eles aplicarão a totalidade da força de que dispõem, a fim de neutralizar aquela ameaça.

Eles vão fracassar.

Mas não vai ser fácil.

Quando essas coisas começam a acontecer, o equilíbrio entre moedas muda. Já começamos a ver isso. Se você quiser comprar Bitcoin na Índia hoje, prepare-se para pagar mais de $1.000 dólares. O prêmio sobre o Bitcoin subiu ao ponto de atingir um prêmio de 22% contra o preço do Bitcoin em qualquer outro mercado. Não dá pra fazer arbitragem sobre essa diferença facilmente, porque não há um fluxo suficientemente grande pro país pra contrabalançar a corrida louca para as saídas que está acontecendo.

O yuan chinês se desvalorizou seis vezes, até agora, em 2016. E toda vez que o yuan chinês se desvalorizou, o valor do Bitcoin subiu em torno de um bilhão de dólares, na medida que milhões de chineses procuraram a saída.

Toda vez que isso acontece, um prêmio é pago. Mas aqui está a boa notícia: adivinha quem ganha esse prêmio? Aqueles que estão dispostos a construir a sinalização para a saída e uma porta – um pequeno caminho enlameado que conduz pra fora desse experimento maluco – recebem em recompensa um prêmio de 20%. As casas de câmbio, os comerciantes do LocalBitcoins, os comerciantes off-chain, do subterrâneo, aqueles dispostos a assumir os riscos, de encarar a mão pesada do soberano, ganham um prêmio. E esse prêmio vai financiar diretamente o desenvolvimento da infraestrutura, liquidez, furtividade, descentralização, evasão, e todas as outras coisas que podem ser necessárias pra permitir que pessoas normais pulem fora da guerra cambial.

Esses experimentos vão posicionar os governos em oposição direta ao Bitcoin. Não por algo que o Bitcoin fez, mas por algo que os governos fizeram a si mesmos.

Quando eu estava crescendo, eu curtia bastante jogos de computador. E um dos meu jogos favoritos é um jogo chamado Sim City. Alguém jogou Sim City? Sim, muita gente jogou Sim City.

Uma das coisas sobre Sim City que era muito legal é que você tinha controle completo e unilateral da economia. E um dos controles que você podia ajustar era o imposto de renda. E era sempre muito tentador, certo? Porque você podia estar jogando e se seu orçamento não estivesse lá balanceado, se as coisas não estivessem indo muito do jeito que você queria no jogo e você não estivesse conseguindo construir rápido como gostaria, você podia aumentar o imposto de renda de 5 pra 6%, e podia aumentar de 6 pra 7%.

Havia consequências, é lógico. E então uma das formas pela qual você aprendia essas consequências é quando você ia longe demais. Então você aumentava de 5 pra 15%, e você enchia seus cofres, porque o rios de imposto de renda fluíam pra você, e você assistia sua população evaporar, enquanto todo mundo abandonava sua cidade.

Esse tipo de jogo tem um nome. São chamados de jogos de Deus. E a razão por que são tão divertidos de se jogar, é que eles te permitem brincar de Deus sobre uma população indefesa.

Olha outro recurso que você podia ter num jogo. Você podia construir sua cidade inteira, e então você podia enviar um tornado, um terremoto, um incêndio gigante, um tsunami, ou até um ataque do Godzilla na sua cidade.

E adivinha? Nenhum desses ataques eram tão eficazes em drenar sua cidade quanto aumentar o maldito imposto de renda.

Essas guerras monetárias são guerras contra a população. Elas são uma forma de guerra civil do governo contra seu próprio povo. Elas destroem gerações. Estima-se que, já nos primeiros dias, na Índia, centenas de pessoas morreram porque não podiam acessar dinheiro para tratamentos médicos, porque eles tinham que esperar em fila, pessoas debilitadas, deficientes, idosos, numa fila, por seis horas, pra pode sacar $30 dólares, se é que tinham esse tanto.

Centenas de pessoas morreram nos primeiros dias. Milhares de pessoas vão morrer, apenas nas próximas semanas, enquanto esse experimento se desdobra. E isso se repete: dezenas de milhares de pessoas morreram na Venezuela, por culpa de controles monetários, por causa da destruição do sistema monetário. Isso é o que acontece quando governos decidem que a maneira de lutar uma guerra comercial é usar o próprio combustível da economia, a coisa da qual as pessoas dependem pra construir um futuro pra si mesmas, como uma arma contra outro governo, e o tiro dessa arma sai pela culatra, e mata seu próprio povo.

Eles vão te dizer que o que estamos fazendo, ao encorajar as pessoas a usarem Bitcoin, é que somos traidores da nação, que somos criminosos, somos marginais, somos traficantes de drogas e terroristas.

Não acredita em mim? Procure o que o governo indiano disse nas últimas duas semanas sobre pessoas que comercializam ouro no mercado negro: terroristas, criminosos, marginais.

Eu sou só um programador, só um palestrante. Não sou um terrorista, não sou um marginal. Mas se eu tiver a oportunidade de construir uma saída desse sistema, eu vou aproveitar essa oportunidade, porque eu sei quem são os verdadeiros terroristas. E não há forma pior de terrorismo que criar guerra contra seu próprio povo, causando ruptura na própria força vital da economia deliberadamente, quando não há crise, criando um desastre natural de proporções enormes, simplesmente pra travar uma guerra monetária contra outro país.

Quem se beneficia, no fim das contas? Os bancos!

Eles são resgatados. Seus balancetes, na Índia, estão disparados. Suas ações, disparadas. O governo? Aumentos enormes na receita. E isso pára a corrupção? Não. Foi combustível para uma absoluta orgia de corrupção que até para a Índia é sem precedentes, da mesma maneira que alimentou uma orgia de corrupção em Chipre, na Grécia, Venezuela, Argentina e Ucrânia.

Quando Modi anunciou que a moeda não seria mais válida dentro de 4 horas, ele também anunciou que os bancos estariam fechados por dois dias – a fim de prevenir que as pessoas iniciassem uma corrida aos bancos.

Quando os bancos abriram, dois dias depois, milagrosamente, uma proporção significativa das reservas de dinheiro que eles possuíam estavam apenas nas notas ruins.

De alguma maneira, algumas pessoas tiveram acesso a esses cofres, e trocaram seu dinheiro enquanto os bancos estavam fechados, aos bilhões de dólares.

De alguma maneira.

Se você estudou economia, um dos aspectos fascinantes em economia é a Lei de Gresham. E a Lei de Gresham diz que dinheiro ruim precede o dinheiro bom na economia. Quando eu li isso, enquanto estudava economia apenas como um hobby, eu não entendi de verdade a Lei de Gresham, e felizmente eu nunca havia visto a Lei de Gresham em ação. Estamos vendo a Lei de Gresham se manifestar, exatamente como previsto, em ação, hoje.

Quando uma pessoa na Índia vai a um caixa automático, quando um venezuelano consegue dinheiro, quando um zimbabuense põe as mãos em dólares americanos, o que eles fazem com esse dinheiro? Eles gastam? Não, de jeito nenhum. Eles o enterram. Eles colocam embaixo do colchão. Eles o escondem, eles o economizam. Porque esse é o dinheiro bom, e ele imediatamente sai da economia. E eles pegam cada cédula fajuta que eles têm, cada nota de trilhão de dólares zimbabuenses, cada bolívar venezuelano que não vale porcaria nenhuma – e são carregados com carrinho de mão e pesados na balança, porque ninguém tem tempo de contá-los -, cada nota de quinhentas rúpias que agora não vale nada, e eles vão para seus funcionários, e seus dependentes, e seus empregados domésticos, e faxineiros, e pessoas que são desprivilegiadas na economia, e dizem: esse é o dinheiro com que vou te pagar agora. Aqui estão seis meses de salário adiantado. É pegar ou largar. Ou você está demitido, a escolha é sua. E eles despejam o dinheiro ruim sobre as pessoas que então têm que ir gastar seis horas numa fila pra trocá-lo, e pra serem questionados sobre como conseguiram esse dinheiro pelo oficial malvado do fisco, a caricatura do funcionário público.

E adivinha com o quê eles pagam as propinas dos funcionários públicos? O mesmo dinheiro ruim. Então o dinheiro ruim é o único que está circulando, e o dinheiro bom desaparece completamente da economia.

E quando eles obtiverem Bitcoin, eles vão hodlar. Eles vão enterrá-lo tão fundo, pra ter certeza que eles têm o bom dinheiro poupado para suas crianças, para o seu futuro, e eles vão trocar o dinheiro ruim por Bitcoin, e hoje em dia, todo dinheiro é dinheiro ruim.

É praí que estamos indo. Dinheiro em espécie está sendo erradicado do mundo como um flagelo. Mas eles não podem ganhar esse jogo, porque dinheiro em espécie é algo que nós podemos criar. Dinheiro em espécie eletrônico. Dinheiro em espécie auto-soberano. Dinheiro em espécie verificável. Dinheiro em espécie digital. Dinheiro em espécie pessoa a pessoa. Bitcoin.

Lembre-se de como isso vai mudar a trajetória da instalação do Bitcoin nos próximos dois anos. Vai ser em oposição direta a essa guerra monetária. E vai ser diretamente financiado pela guerra monetária.

As guerras monetárias vão financiar investimentos em infraestrutura e melhorias no Bitcoin de maneira a gradualmente pegar aquela pequena sinalização de saída e aquela estradinha esburacada atrás dela, e ao longo dos próximos dois anos, enquanto as guerras monetárias se agravam, e se agravam, e se agravam, e elas vão, e elas precisam, à medida que falham e tentam novamente, nós vamos alargar aquela estrada esburacada, até que eventualmente, nós estaremos oferecendo a todas as economias uma rodovia de oito pistas Autobahn de saída da maldita guerra monetária deles, pra qualquer um poder pegar.

Não vai estar disponível pra todo mundo a princípio. Apenas para os mais ricos. Os mais educados, os privilegiados, aqueles que possuem acesso a essas aplicações.

Mas em algum ponto eles vão trazer algumas outras pessoas com eles, e gradualmente eles vão financiar a infraestrutura que vai permitir mais e mais pessoas saltar fora dessas economias.

Então lembre-se que, enquanto isso acontece, nós vamos ser chamados de criminosos por oferecer uma saída. Em seguida vamos ser chamados de criminosos por apontar para a saída. Então vamos ser chamados de criminosos por apenas apontar para o fato de que a economia está em chamas, e que existe uma saída. E em cada estágio de agravamento das guerras monetárias, cada ato que você tomar em oposição ao fato observável de que a economia inteira está em chamas, toda chance que você der às pessoas de se dirigirem às saídas, você será o criminoso.

E não vai demorar pra eles reescreverem a história. Eles vão reescrever a história pra dizer que a razão pela qual os bancos estão falindo, e a razão por que a economia está em chamas, é porquê você forneceu uma saída. É porque o Bitcoin existe.

Eles dirão que o Bitcoin começou o fogo.

E nesse ponto, todos vocês devem repetir e se lembrar o slogan que vai ser importante: nós não somos criminosos. Nós estamos oferecendo uma saída pra todo mundo.

Nós não começamos o incêndio. Ele sempre esteve ardendo, desde que o mundo gira.

Obrigado.

Assista ao vídeo original:

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Bitcoin Coins

Há milhares de anos, o ouro tem sido usado como reserva de valor, como uma forma de preservar
riqueza no tempo e no espaço. Preponderou como a moeda corrente mundial por excelência durante milênios. Nos dois últimos séculos, foi o padrão monetário ao redor do qual todas as demais moedas nacionais gravitavam.

Contudo, com o fim de Bretton Woods, em 1971, o sistema monetário global rompeu com o último vínculo ao ouro. E, desde então, o vil metal não tem desempenhado praticamente nenhum papel monetário.

Apesar disso, o ativo segue sendo procurado como proteção em momentos de turbulência, um investimento no qual o mercado se refugia em tempos de crise, um porto seguro num mar revolto.

E o metal precioso brilha especialmente no momento atual, nesta era das políticas monetárias não convencionais e sem precedentes. Pois, quando bancos centrais de países desenvolvidos prometem injeções maciças de liquidez, desvalorizando suas moedas, os investidores naturalmente buscam um ativo que não pode ser inflacionado por ninguém, um ativo seguro capaz de preservar valor ao longo do tempo.

Mas, inesperadamente, para a surpresa de todos e a despeito do ceticismo generalizado, eis que surge um novo ativo pretendente a status de porto seguro: o bitcoin, o ouro digital do século XXI.

Assim como o metal milenar, o bitcoin não é passivo de ninguém. Tem oferta limitada e inviolável, uma escassez autêntica – algo inédito no mundo digital. Não pode ser inflacionado por nenhum governo ou banco, bem como o ouro.

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As semelhanças, porém, acabam por aí. Porque, ao contrário do metal, o bitcoin é incorpóreo. É digital. Não pesa nada. É plenamente transportável e transferível para qualquer lugar do planeta.

Diferentemente do ouro, não é preciso cargueiros ou bancos para realizar pagamentos em longas distâncias; o Bitcoin é simultaneamente uma moeda digital e um sistema de pagamentos.

A divisibilidade do bitcoin é perfeita e infinita; já o metal, apesar de maleável, enfrenta os limites insuperáveis da física. Além disso, é desnecessário verificar a autenticidade de um bitcoin. Um bitcoin é um bitcoin e ponto. Estando devidamente registrado no blockchain, uma unidade de bitcoin é infalsificável. Basta acessar e comprovar. Fenômeno similar não ocorre com o ouro, cuja pureza e peso devem ser verificados com precisão.

A grande vantagem do bitcoin em relação ao ouro – para usar o economês – está na enorme redução dos chamados custos de transação, pois ele prescinde de diversos intermediários. Entendendo as características e distinções entre o ativo milenar e o digital, fica claro por que o bitcoin tem comparativamente custos de transação tão mais reduzidos.

Mas essas propriedades, por si só, fazem do bitcoin um ativo de proteção, um porto seguro?

Se fizéssemos essa indagação em 2009, ano do surgimento do Bitcoin, a resposta seria um redundante não. Afinal de contas, quando do início do sistema, um bitcoin valia exatamente zero. Nada. Não havia nenhum preço de mercado. À época, qualquer investidor sensato rejeitaria a noção da moeda digital baseada em criptografia como ativo de proteção.

Mas aos poucos a invenção revolucionária de Satoshi Nakamoto – o criador misterioso e até hoje desconhecido – foi ganhando adeptos, entusiastas, usuários, visionários e especuladores. De zero, um bitcoin passou a valer frações de centavos de dólar, alcançado, em 2011, a paridade de US$ 1. Naqueles tempos, o ativo era absolutamente ilíquido. Não havia negócios diários, eram poucos usuários e não havia mercados organizados para conectar compradores e vendedores.

Hoje, sete após a invenção do “sistema de dinheiro eletrônico peer-to-peer”, uma unidade da criptomoeda é negociada por cerca de US$ 650 e conta com mais de US$ 1,5 bilhão de volume diário de transações nas bolsas de bitcoin mundiais. Comparativamente, o volume diário mundial do ouro está na casa dos US$ 20 bilhões, segundo a London Bullion Market Association. Frente ao metal, o volume da moeda digital ainda é baixo, mas está longe de ser desprezível e vem crescendo rapidamente.

É no mercado nacional, contudo, que o bitcoin tem surpreendido. Nos primeiros seis meses de 2016, o volume de negócios realizados nas bolsas brasileiras superou o volume de negociação do ouro na BM&F. Os ativos OZ1D e OZ2D (lote de 250 g e de 10 g, respectivamente) registraram cerca de R$ 151 milhões em negócios, enquanto o volume nas bolsas de bitcoin ultrapassou R$ 164 milhões, um recorde para esse mercado ainda incipiente. Considerando apenas o mês de junho, o mercado de bitcoins apresentou um volume duas vezes maior que o de ouro. Uma marca histórica para um ativo inédito, ainda incompreendido por muitos.

Por que esse mercado segue crescendo no Brasil e no mundo? Por que investidores têm alocado capital nesse ativo apesar da volatilidade relativa? Porque simplesmente é um ativo inédito, único e com propriedades intrínsecas extraordinárias, capazes de fazer do bitcoin um genuíno ativo de proteção.

Especialmente quando levamos em conta as anomalias e os excessos do sistema financeiro vigente, o bitcoin sobressai-se por ser naturalmente blindado contra a discricionariedade dos bancos centrais e do poder coercitivo dos governos. Será que não tem valor um ativo imune a juros negativos, confiscos e inflacionismos de todo tipo? Será que não há utilidade em uma criptomoeda capaz de viajar o mundo instantaneamente, ignorando fronteiras artificiais, e sem depender de nenhum terceiro de confiança? Cada vez mais investidores vislumbram que a resposta a essas perguntas é um inequívoco sim.

Mas estaria o bitcoin apto a suplantar o ouro como ativo de proteção, sendo encarado comoo verdadeiro refúgio dos investidores em momentos de crise? Potencial para tanto, parece ter. O metal precioso, porém, ainda conta com dois atributos quase intransponíveis: o track record e a maior estabilidade de valor. Para ambos os obstáculos, a solução para o bitcoin é a mesma: tempo.

por Fernando Ulrich para o blog Moeda na era digital
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