Aprenda o “Bitcoinês”: entenda os termos mais usados no mundo Bitcoin

Cada vez mais o Bitcoin se torna pauta de conversas e negócios entre pessoas de todo o mundo, mas existem alguns termos que são utilizados neste universo que ainda são desconhecidos para muita gente. Preparamos uma lista com os termos mais usados no mundo dos bitcoins para que você fique craque no Bitcoinês. Acompanhe.

Address (endereço)

Um address bitcoin é usado para receber dinheiro em uma transação na rede Bitcoin. Ele é composto por uma cadeia de números e letras, que também pode ser representada em um QR Code.

Isoladamente, o endereço bitcoin, é utilizado apenas para receber, portanto você pode passá-lo para qualquer pessoa sem risco que ela tenha acesso aos seus fundos. Assim como você informa sua agência e conta bancárias para receber um pagamento.

Uma carteira de bitcoin moderna normalmente armazena vários endereços bitcoin juntamente com suas chaves privadas. Normalmente os endereços bitcoin começam com o número 1 ou 3, como este: 1NxaBCFQwejSZbQfWcYNwgqML5wWoE3rK4

Bit

Bit é uma unidade para designar uma subunidade do bitcoin. Assim, cada bitcoin é composto por 1 milhão de bits. Esta unidade é mais comum em compras de produtos ou serviços.

Bloco

Um bloco bitcoin é onde ficam registradas as transações bitcoin. Quando alguém cria uma transação bitcoin, ela é propagada por toda a rede bitcoin rapidamente e fica à espera de ser incluída em um bloco por um minerador, junto com as demais transações pendentes.

Quando a inclusão em um bloco acontece, a transação passa a ser considerada “confirmada”.

Blockchain

O blockchain – também conhecido como “distributed ledger” (livro contábil distribuído) – é um registro público de transações Bitcoin.

O registro é feito em ordem cronológica, sendo compartilhado entre todos os usuários Bitcoin. Ele contem o registro de todas as transações que já ocorreram na história do Bitcoin, desde a primeira delas em 03 de janeiro de 2009.

Ele é usado para garantir um registro permanente e imutável de transações, impedir transações fraudulentas e evitar o problema de double spend.

Com emprego de propriedades criptográficas, cada bloco bitcoin faz referência ao bloco anterior de maneira que qualquer adulteração mínima em um bloco anterior invalida não somente aquele bloco, mas todos os blocos subsequentes.

É essa propriedade que dá o caráter imutável ao blockchain. Quanto mais antigo um bloco, mais segurança se tem de que ele não pode ser modificado.

BTC

É a unidade que designa o Bitcoin em transações financeiras, assim como USD designa o dólar e BRL designa o real.

Confirmação

Quando uma transação é incluída em um bloco, diz-se que ela tem uma confirmação. Quando um bloco é gerado após a transação, diz-se que a ela tem duas confirmações, e assim por diante. Quanto mais confirmações, mais custoso e improvável se torna reverter aquela transação.

É consenso que uma transação pode ser tida como irreversível após seis confirmações.

Private Key (chave privada)

É um número secreto que permite que os bitcoins sejam gastos. Fica armazenado em sua carteira e a partir da chave privada deriva-se o endereço bitcoin.

Se você perder sua chave privada, os bitcoins transferidos ao endereço correspondente serão perdidos para sempre. Por isso é imprescindível – e todos os aplicativos de carteiras insistem nisso – que você realize um backup da chave privada, ou do mnemônico da semente usada para criar novas chaves privadas.

Curiosidade: o número de chaves privadas possíveis é tão gigantesco, que para comparar, a quantidade deles é próxima da quantidade de átomos existentes em todo o universo visível.

Backup Mnemônico

Quando você cria uma nova carteira bitcoin, ela tipicamente te pedirá para realizar um backup, e te informará um “código mnemônico” para você escrever em um papel.

As carteiras modernas geram um novo endereço pra cada transação, mas na verdade elas estão gerando uma nova chave privada e, a partir dessa chave, deriva o endereço bitcoin. A criação dessas chaves é feita a partir de uma “semente” e, a partir de uma mesma semente, têm-se a garantia que sempre será produzida a mesma sequência de números.

Dessa forma, se você perder seu celular, por exemplo, a partir do mnemônico você restaura a semente em um novo celular e a carteira consegue recriar exatamente as mesmas chaves privadas geradas (e respectivos endereços) que haviam sido geradas no celular antigo, restaurando pleno acesso aos bitcoins que haviam lá.

Portanto muito cuidado ao guardar seu mnemônico. Quem tiver acesso a ele conseguirá gastar todos os seus bitcoins. No Bitcoin, você é o seu banco.

Wallet (Carteira)

Uma carteira Bitcoin é como se fosse a sua carteira, só que no ambiente digital. Ela contém as chaves privadas que permitem a você gastar seus bitcoins. Cada carteira mostra o total de bitcoins que ela possui e permite você realize transações diretamente, assim como uma carteira real.

Caso queira enviar dinheiro a partir de um endereço, você precisa ter uma chave privada correspondente àquele endereço.

Para aumentar a sua privacidade, as carteiras modernas de bitcoin geram uma nova chave e o endereço correspondente a cada transação. Mas não se preocupe, todos os endereços anteriores continuam ativos caso alguém mande dinheiro pra eles.

Existem diversos tipos e formatos de carteira. O tipo mais popular são as carteiras mobile, que são aplicativos para smartphone.

Cryptography (Criptografia)

Criptografia é o estudo de princípios e técnicas para codificar uma informação de tal forma que apenas o destinatário seja capaz de compreendê-la. A criptografia é utilizada por bancos e empresas de eCommerce para oferecer segurança nas transações realizadas online.

Na rede Bitcoin a criptografia existe para tornar impossível que uma pessoa gaste os fundos da carteira de outra pessoa. Também é possível encriptar a carteira Bitcoin para que ela só seja acessada com uma senha.

Signature (Assinatura)

Uma assinatura criptografada é um mecanismo matemático que permite que você prove ser dono de um bitcoin.

Quando seu software Bitcoin assina uma transação com a sua chave privada toda a rede entende que a assinatura bate com a quantidade de bitcoins sendo gastos, mas não há como alguém descobrir qual a sua chave privada e se apropriar dos bitcoins que você possui.

Mining (mineração)

A mineração bitcoin é o ato de gerar novos bitcoins ao solucionar problemas criptografados pelo método de tentativa e erro (força bruta) utilizando computadores.

É um processo competitivo, que funciona como uma corrida para quem encontra mais rápido a uma solução para o problema. O Bitcoin autorregula sua dificuldade de mineração para que a cada 10 minutos – aproximadamente – seja produzido um novo bloco com a recompensa para quem o minerou.

Hash

É um processo matemático que mapeia dados de comprimento variável para dados de comprimento fixo. No bitcoin, a utilidade central é mapear o conteúdo de um bloco de transações em um número de 160 bits, o qual chamamos hash do bloco.

Um exemplo de um hash de bloco bitcoin:
0000000000000000029d70032f1e91540fd1ea5acc107becd757a3a8ed937d4f

Uma propriedade importante de um hash é que a mesma entrada (exemplo: bloco bitcoin) sempre irá produzir a mesma saída (hash), a um baixo custo computacional, porém o inverso não é verdade. Ou seja, partir de um hash e tentar encontrar um bloco que seja a entrada correspondente é difícil, pois requer um processo de tentativa e erro (força bruta).

Difficulty (Dificuldade)

A dificuldade da rede bitcoin é uma medida que representa o quão difícil é encontrar um novo bloco em comparação com o quão fácil este processo poderia ser.

Ela é recalculada a cada 2016 blocos, representando em média o quão difícil seria encontrar os últimos 2016 blocos em duas semanas caso todos da rede estivessem minerando no mesmo nível de dificuldade. Em média, o valor representa um bloco a cada 10 minutos de mineração.

Hash Rate

É o número de hashes que pode ser trabalhado pelo minerador bitcoin em um período limitado de tempo – normalmente um segundo.

Double Spend (gasto duplo)

É um tipo de transação fraudulenta onde uma pessoa gasta o mesmo montante de bitcoins duas vezes em transações diferentes.

Para convencer a rede de que houve somente um gasto, esta pessoa insere uma hash da transação em um bloco da blockchain.

É muito difícil realizar um gasto duplo, porém há o risco assumido por pessoas que fazem transações sem confirmação.

Aprender o “Bitcoinês” é um grande passo rumo a uma boa experiência lidando com bitcoins. Fique atento ao Blog Biscoint para aprender ainda mais sobre o fenômeno Bitcoin.

Tem alguma dúvida sobre os termos listados e quer saber mais? Acha interessante adicionar outros termos Bitcoin? Queremos saber sua opinião, participe comentando!

3 Comments, RSS

  1. […] sendo verdade ou mentira, os grandes portais de notícias dizem que 50 Cent foi um dos primeiros hodlers de bitcoin do mundo da […]

  2. […] você quer começar a investir no mundo das criptomoedas, há dois termos que precisa conhecer: soft fork e hard fork. Eles aparecem com certa frequência nesse meio e […]

  3. Bitcoin: o que é afinal? 15 de agosto de 2016 @ 17:30

    […] pode usar os bitcoins em sua carteira para comprar quaisquer produtos, fazendo a transação diretamente com o vendedor. Da mesma forma […]

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*